Em busca de avançar no acolhimento de crianças e adolescentes matriculados na Rede Municipal em situação de vulnerabilidade, a rede de proteção de Teresina esteve reunida no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semec), nesta sexta-feira (10), conversando sobre escuta especializada. O convite veio da Divisão de Assistência ao Educando, fortalecendo parceria com os conselhos tutelares, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e o Ministério Público.
A rede de proteção é formada por entidades, profissionais e instituições que atuam para garantir apoio e resguardar os direitos de crianças e adolescentes. O encontro foi de capacitação de assistentes sociais e psicólogos com base na lei 13.431, de 2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.
Segundo a coordenadora da Divisão de Assistência ao Educando, Luma Pires, as instituições já são parceiras no atendimento às demandas da educação. “Temos trabalhado realmente como uma rede, contando com ótimos profissionais no enfretamento de situações diversas. O momento é de qualificação desse atendimento, alinhar as estratégias e atualizar os conhecimentos”, disse Luma.
O grupo trocou experiências e aprendeu mais sobre como escutar as vítimas de violência com um olhar cuidadoso para todo o processo no qual são submetidos. É importante saber como ouvir, registrar e manter as informações em sigilo, além dos encaminhamentos. Na escola, o aprendizado dos alunos envolve saúde física e mental, contexto familiar, entre outros aspectos que exigem atenção por parte de todos os parceiros.
O Ministério Público contribuiu com orientações do Projeto Acolher, apresentado no encontro da rede de proteção pela advogada criminalista Letícia Kethely. A ação é de atenção integral às crianças e adolescentes vítimas de crimes, também com capacitação de agentes de proteção que fazem parte da rede de garantias de direitos do público infantojuvenil.




